O equilíbrio dos sentimentos.

TODOS os sentimentos têm uma função, não se pode agarrar a felicidade e se acorrentar nela. É necessário o pêndulo, o equilíbrio, ir pra fora e ir pra dentro, socializar e ser solitário, sorrir e chorar. Se nos fixamos só em ir “pra cima, pra fora e pra frente” o pêndulo nos joga no oposto, e quem vem daquele jeito, chutando o pau da barraca??

A DEPRESSÃO: o convite à experimentação do nosso mundo sombrio e não performático. Como se dissesse: “não aprofunda em ti por bem, vou te consumir de dentro pra fora, então!”

As artes funcionam bem como regulador, quando assistimos um filme triste, dramático ou assustador podemos experimentar outros sentimentos e dar vazão a eles. Uma exposição artística que convida ao caos, uma crítica à sociedade que revolta, uma peça teatral que te angustia. Daí a importância de consumirmos arte e desordem, e não só gratidão e gratidão. A importância da conexão com a nossa dor e medos, fantasias e o que mais possa existir fora do palco, longe dos holofotes da perfeição.

Que tal visitar-se mais a fundo e PARAR de querer acabar apenas com o sintoma? 

Que tal começar a percorrer o caminho de encontro a si mesmo?

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